Kisagotami
era uma pobre viúva que tinha sofrido diversas reviravoltas cruéis na vida.
Então, como último golpe, o amado bebê – que era tudo que ela tinha no mundo –
morreu.
Ela estava inconsolável e não queria que o corpo fosse cremado. Sofrendo também, um dos vizinhos da vila sugeriu que ela fosse ver o Buda. Ela chegou ante ele com o cadáver ainda em seus braços.
Ela estava inconsolável e não queria que o corpo fosse cremado. Sofrendo também, um dos vizinhos da vila sugeriu que ela fosse ver o Buda. Ela chegou ante ele com o cadáver ainda em seus braços.
“Dê-me algum medicamento especial
para curar minha criança, traga-o de volta” implorou.
Então o iluminado calmamente falou:
“Sim, posso te ajudar. Vá e me arranje três grãos de sementes de mostarda. Mas elas precisam ser de casas onde a morte nunca tenha ocorrido”.
Kisagotami encheu de esperança seu coração. Mas, assim que ia de porta em porta, ouvia uma história de perda após a outra.
Então o iluminado calmamente falou:
“Sim, posso te ajudar. Vá e me arranje três grãos de sementes de mostarda. Mas elas precisam ser de casas onde a morte nunca tenha ocorrido”.
Kisagotami encheu de esperança seu coração. Mas, assim que ia de porta em porta, ouvia uma história de perda após a outra.
Desolada voltou à presença de
Buda e disse que não encontrara uma única casa em que não houvesse ocorrido a
morte.
Buda olhou serenamente para a pobre mulher e nesse instante a sua mente pode compreender que o luto não era sua tragédia pessoal, mas uma característica da condição humana, e aceitou o fato, com a alma resignada cremou a criança e se tornou discípula de Buda.
Buda olhou serenamente para a pobre mulher e nesse instante a sua mente pode compreender que o luto não era sua tragédia pessoal, mas uma característica da condição humana, e aceitou o fato, com a alma resignada cremou a criança e se tornou discípula de Buda.
É
na correta compreensão da realidade e na compaixão por todas as coisas que mora
o poder de Buda.
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